Que estamos vivendo tempos autoritários, sob o tacão de ferro da ditadura da Juristocracia, não há dúvida. Mas, mesmo assim, podemos comemorar algumas vitórias. Como a da rejeição, pelo Senado, do nome do pupilo de Lula, o Messias, da Advocacia Geral da União, indicado para integrar o STF. O Senado da República cumpriu a contento com a sua missão e rejeitou o nome proposto por Lula. Dizem os historiadores que é um fato inédito nos últimos 134 anos de vida republicana. O certo é que o eleitorado, cansado do autocratismo lulista, decidiu pressionar o Congresso. E a pressão deu certo! É uma vitória significativa. E a porta está aberta para outras conquistas. Valeu pressionar os senadores conhecidos. Valeu cutucar com vara curta aquele senador em quem votamos. A pressão deu resultado!
Me impressiona muito a vontade de ferro da jovem geração liberal-conservadora que passou a integrar, progressivamente , o Congresso brasileiro. Conheço alguns, como o corajoso Marcel Van Hattem, que não tem papas na língua e que virou a assombração temida pelos parlamentares do PT. Corajoso, o jovem deputado gaúcho, que aspira a ser eleito senador pelo Rio Grande do Sul. Sem firulas. Não deixa passar sem dar o troco as safadezas quase cotidianas das velhas raposas petistas e da esquerda em geral. Olhando para o exemplo dele e de outros jovens parlamentares, chego à conclusão de que vale a pena comprar brigas para fortalecer a nossa representação.
Adorei o teatrinho de bonecos montado pelo jovem empresário e candidato à Presidência, o ex-governador de Minas Romeu Zema, que atrapalhou o grotesco rebolado do ministro Gilmar Mendes, tão pouco acostumado à fina ironia mineira. Peço ao jovem candidato que não guarde os seus bonequinhos e que faça bastante uso deles, para tirar o sono das suas excelências, com a linguagem coloquial que o povo adora e que os juristocratas temem.
Como não ficar mobilizado diante da atitude corajosa de deputados e senadores que revidam as safadezas governistas e lutam pela defesa dos interesses daqueles que são perseguidos pela atual ditadura, especialmente as pessoas comuns que amargam penas desproporcionais, pelo fato de terem sido presas, desprevenidas, na Praça dos Três Poderes naquela fatídica tarde do 8 de janeiro de 2022? Detalhe: ao escutarem os seus eleitores e cumprirem com o que eles esperam como seus representantes, os nossos congressistas põem, também, a cabeça a prêmio. Vários já têm sido ameaçados com a perda do mandato. Vivimos, afinal de contas, numa ditadura tão nojenta como a que se instalou nos anos sessenta do século passado, ao ensejo do AI5. Porque o deputado ou o senador que contrariar os interesses da casta dominante fica em risco de ver o seu mandato cassado pela suprema Juristocracia, como já aconteceu com o deputado Daniel Silveira.
Lembro-me daquela jovem cabeleireira, Débora, que protestou contra os juízes corruptos escrevendo com batom na estátua da Justiça da Praça dos Três Poderes, a frase dita por um dos magnatas do STF quando cobrado por um brasileiro nas ruas de Nova Iorque. “Perdeu mané” significou, para Deborah do Batom, a absurda condena a 14 anos de prisão! A imagem da Justiça cega e equânime que vemos nos livros de educação moral e cívica, já não é a mesma. É uma juíza ativista vestida de vermelho e inimiga de todo aquele que cobre dos donos do poder um pouco de decência e de justiça.
A batalha que se desenha no horizonte e da qual já começamos a participar, é pelo resgate da Justiça no seio do Estado brasileiro. Concretamente, para o expurgo dos magistrados corruptos que fizeram dos seus cargos espaço para perseguir os cidadãos que ousarem reclamar. Nem falar dos excessos de enriquecimento ilícito com os bilhões desviados para contas particulares e para o exercício da Juristocracia!
Faço aqui a minha homenagem de cidadão aos jovens amigos liberais e conservadores que participam de grupos de reflexão e de formação política, e que não deixam passar em brancas nuvens os atentados dos juristocratas contra os cidadãos deste país.